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DIGA NÃO AO PERFECCIONISMO!

Atualizado: 23 de Jul de 2019

Baixa autoestima, autocrítica em excesso, pouca confiança em suas capacidades e até mesmo depressão e outros transtornos psicológicos podem ser causados pelo perfeccionismo.




Ao longo da minha trajetória como Coach profissional e de vida posso afirmar que oito em cada dez coachees que atendo são afetados negativamente pela busca da perfeição ou pela necessidade de controlar tudo. Por isso, é necessário falar sobre os malefícios desta característica que é tão mencionada e enaltecida como um “defeito positivo” nas entrevistas de emprego.


Certamente, ser uma pessoa dedicada e que tem como meta realizar o melhor possível é ótimo. Entretanto, todas essas vantagens deixam de existir quando o “melhor possível” é um padrão inatingível. Há atraso nas entregas por excesso de revisões, procrastinação, desistência de projetos por medo da frustração com o resultado final, cobrança excessiva - de si mesma e dos outros -, acúmulo de tarefas por falta de confiança e por acreditar que existe só um jeito certo de alcançar o melhor resultado - o seu.


O perfeccionista impõe padrões inalcançáveis e ao final tem como principal resultado a sensação de fracasso. Além de causar impactos negativos nas relações interpessoais tanto no trabalho como em casa.


Sentimentos como timidez, insegurança e ansiedade demonstram a vontade de alcançar um alto padrão e por não conseguir opta-se por se esconder. Ao entender que o outro chegou em uma posição considerada a ideal pode-se desenvolver a necessidade de ser melhor que os outros e a inveja. Assim como aquela pessoa boazinha, que aceita tudo e nunca diz não, pode estar apenas demonstrando a sua necessidade de ser perfeita para agradar a todos. Além dos sintomas mais facilmente reconhecidos, como o excesso de críticas e cobrança dos outros e de si.


Em casos mais graves, pesquisas realizadas por universidades internacionais apontam o perfeccionismo como causa de automutilação, transtornos de ansiedade social e agorafobia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), compulsão alimentar, anorexia, bulimia, estresse pós-traumático, síndrome de fadiga crônica, insônia, colecionismo, dispepsia e dores de cabeça crônicas. E em casos extremos, mortalidade precoce e até suicídio.


Mas o que causa essa necessidade de ser perfeito?


Geralmente, a origem está na infância. Excesso de cobranças ou até mesmo de elogios, abandono ou rejeição são situações que podem resultar em um adulto que acredita que somente sendo perfeito será amado e bem quisto. Por consequência, desenvolve os sintomas mencionados.


O fato é que não existe perfeição!


Somos todos humanos, com qualidades e pontos de melhoria. E as falhas do passado não devem atrapalhar o futuro. É importante honrar e respeitar a história vivida até aqui, agir com resiliência e evoluir.


Daí faz-se necessário contar com métodos eficientes, como o Coaching e a Inteligência Emocional, para adquirir autoconhecimento e corrigir os efeitos comportamentais do perfeccionismo. E nos casos em que o perfeccionismo se torna patológico recomenda-se um profissional da área da saúde, como psicólogo ou psiquiatra. Quando uma pessoa conhece e reconhece as suas qualidades e talentos pode utilizá-los para trilhar um caminho mais prazeroso, criando estratégias que permitam obter os melhores resultados. Troca-se o perfeccionismo pela excelência. Ao conquistar essa percepção, ganha-se em autoestima e autoconfiança, que são ingredientes fundamentais na busca pela evolução e crescimento contínuo.


O caminho de cada um é único e, sabendo o que verdadeiramente traz plenitude, o percurso passa a fazer sentido. A necessidade de alcançar a perfeição deixa de existir e passa-se a ir ao encontro do aperfeiçoamento.


Ana Kekligian - Palestrante, Master Coach de Desempenho, Analista Comportamental e Especialista em Inteligência Emocional - Formada pelo IBC - Instituto Brasileiro de Coaching (4 certificações) e pelo SBIE - Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. Fundadora da EBC - Empresa Brasileira de Coaching.

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